Mutirões de Bota Fora contra a dengue já recolheram mais de 20 caminhões de entulhos

Neste ano, a Prefeitura, por meio da Secretaria de Saúde e Núcleo de Controle de Endemias, já realizou quatro mutirões de Bota Fora contra a dengue no município. Com o apoio da Secretaria de Serviços Urbanos, percorrendo treze bairros, foram recolhidos vinte e um caminhões caçambas de entulhos. Daquele total, quatro caminhões foram de materiais recicláveis, três dos quais destinados à Associação de Catadores de Materiais Recicláveis em Geral de Cataguases, a Ascarge Cat, e um caminhão para a Associação de Moradores do Bairro Leonardo, parceira do primeiro Bota Fora deste ano, realizado em janeiro, naquele bairro.

A maioria dos materiais eliminados dos quintais das casas tem sido latas, garrafas, pneus, móveis velhos, folhas, galhos e madeira acumulada, entre outros detritos que serviriam para acumular água ou matéria orgânica, podendo entrar em decomposição. Estes são os ambientes propícios à procriação dos mosquitos. Vale ressaltar que os mutirões de Bota Fora não
recolhem entulhos provenientes de construção civil.

Em um mês, a ação Bota Fora já esteve nos bairros Menezes, Bandeirantes, Morada da Serra, Granjaria, Miguel, Colinas, Recanto das Palmeiras, Isabel Tavares, Imê Farage, Guanabara, Fátima, Ana Carrara e Leonardo. Mais 35 bairros, além do Distrito de Sereno já estão programados para serem trabalhados até julho deste ano.

Na edição do último dia 4 da TV Saúde, transmissão ao vivo pela internet da Secretaria Municipal de Saúde, o biólogo do Centro de Controle de Endemias, Élcio Amaral Ferreira, atualizou os números da dengue no município. Até esta sexta, dia 12, os números já somavam 242 notificações e 31 casos confirmados. “Fazemos um apelo para que a pessoa com sintomas de dengue procure o posto de saúde de seu bairro. Só assim a notificação chegará até nós e isso nos permitirá identificar os focos da dengue nas moradias com suspeitas e em suas imediações. Trata-se do trabalho de bloqueio de transmissão e de eliminação do Aedes, para evitar que ele se espalhe para outras áreas da cidade”, explicou.

Os bairros Justino, Riguete, São Vicente, Vila Reis, Taquara Preta e Centro vêm apresentando maior número de infestações, de acordo com dados do primeiro LIRAa (Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti e Aedes albopictus) do ano, pesquisa que ajuda a mapear os índices de infestação. “Muito além dos nossos esforços na prevenção e combate, a dengue é uma luta que exige conscientização das pessoas e mudanças de rotinas de cada um de nós para eliminarmos os potenciais criadouros”, alertou Élcio.